Programa de energia fotovoltaica desenvolvido pela Emater, no Distrito Federal, tem por objetivo instalar módulos fotovoltaicos em pequenas propriedades

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) acaba de desenvolver um programa de energia fotovoltaica com o objetivo de instalar módulos fotovoltaicos em pequenas propriedades, como forma de reduzir custos para os produtores e garantir uma produção agropecuária mais sustentável. O primeiro projeto foi instalado no assentamento Estrela da Lua, localizado na Região Administrativa do Paranoá, no Distrito Federal.

Este é o primeiro assentamento no Paranoá que terá acesso à energia solar no Distrito Federal. A iniciativa tem por objetivo disponibilizar um sistema de irrigação a partir de energia fotovoltaica, que levará a água até um sistema de tanques e caixas, a fim de viabilizar a produção agrícola no assentamento, além de atenuar o déficit de energia elétrica na área.

Ao total, serão sete glebas que terão acesso ao sistema de irrigação e que beneficiará 35 pessoas. “Esse sistema resolve a questão da irrigação da comunidade e ainda contribui para atenuar irregularidades”, comenta o geógrafo Tupac Petrillo, coordenador do programa de energia fotovoltaica da Emater-DF.

De acordo com Petrillo, a aplicação destas tecnologias demonstra a importância do uso eficiente da água, inteligência no gerenciamento da energia fotovoltaica e o uso social da terra. “Desta forma, aliam-se a viabilidade econômica, a sustentabilidade ambiental e o papel social das tecnologias de ponta”, disse.

Além do sistema de energia fotovoltaica, o assentamento recebeu da Secretaria de Agricultura (Seagri), em maio, um kit de irrigação para atender à comunidade. A entrega atendeu a um antigo desejo do assentamento. Com o kit de irrigação, que inclui caixa d´água, encanamento e sistema de bombeamento, será possível fornecer água para plantio em uma área de mil metros quadrados em cada chácara.

Essa ação vem ao encontro de um antigo projeto de produzir alimentos no campo.  “Irrigação é tudo na agricultura. Não é só abrir a torneira e deixar a água correr. Irrigação é para produzir cada vez mais com menos água”, disse. “A Emater está de portas abertas. Alimentação é serviço essencial, como saúde.”

A presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, lembrou da importância da água para a produção de alimentos no campo. O agricultor Claudionor Pereira disse que a comunidade esperava pelo kit de irrigação desde 2014. “Essa gestão tem sido muito parceira. Resolveram o que a gente pede e espera há anos. Antes não dava para a gente produzir nada. Agora a gente vai conseguir”, afirmou.

Pereira pretende usar a água para irrigar uma área de cultivo de folhagens e produzir hortaliças orgânicas em um canteiro agroflorestal. “Não sabemos nem como agradecer”, disse a agricultora Marizangêla de Fátima da Silva Reis, esposa de Pereira.

O assentamento foi criado em 2013, próximo ao parque Ivaldo Cenci – onde é realizada a AgroBrasília. Cada propriedade tem 2,5 hectares (25 mil metros quadrados); a área coletiva, 5,73 hectares (57,3 mil metros quadrados).