De autoria do vice-presidente da Câmara Vinicyus Hugueney (Solidariedade), medida visa regularizar os parcelamentos de solo em áreas rurais da capital

O projeto de lei (PL) que dispõe sobre o parcelamento do uso do solo rural (condomínios solares) para fins de geração de energia solar acaba de ser aprovado no Plenário da Câmara Municipal de Cuiabá. De autoria do vice-presidente da Câmara Vinicyus Hugueney (Solidariedade), o PL visa regularizar os parcelamentos de solo em áreas rurais do município.

O condomínio solar é uma instalação de energia solar que aceita o capital de vários investidores e fornece crédito de energia para os consumidores. Segundo o autor do projeto, a modalidade permite que empresas especializadas forneçam eletricidade gerada pelo condomínio aos consumidores com um custo menor do que o preço que seria normalmente pago pela energia convencional.

“É um projeto muito importante para o desenvolvimento econômico da nossa Capital, buscando fomentar empresas de Cuiabá e empresas que poderão vir a nossa cidade trazendo investimentos e geração de emprego e renda, para nossa zona rural que é muito extensa”, explica Hugueney.

No Brasil, já existem muitos projetos de leis semelhantes trazendo resultados excelentes. “Conseguimos mais uma aprovação na Câmara Municipal e agora será encaminhado para o Prefeito e espero que tenhamos mais uma aprovação, pois será um Projeto que colocado em prática, só vejo ganhos para Cuiabá e nossa população,” finalizou vice-presidente da Câmara.

Mato Grosso é o sexto estado brasileiro com maior uso da energia solar fotovoltaica em propriedades rurais, residências e comércios, segundo ranking divulgado pela ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica, com 149,9MW de potência instalada.

Oportunidade

A tecnologia solar fotovoltaica é uma grande aliada neste momento crítico do mercado mundial, pois traz economia direta ao bolso dos brasileiros, alivia o orçamento das empresas e dos governos e os protegem contra os aumentos das tarifas no País.

A energia solar é uma forma de produção de energia mais barata, portanto mais competitiva, e vai ao encontro de um consumo mais consciente alinhado à sustentabilidade tão necessária para o mundo. Por esses fatores, pode ajudar na recuperação da economia brasileira, a exemplo do que aconteceu nas crises de 2015 e 2016, quando a fonte cresceu 104% e 125%, respectivamente, ajudando no reaquecimento econômico.

Na prática, um sistema fotovoltaico bem dimensionado pode reduzir os gastos com eletricidade dos consumidores em até 95%. Com essa economia gerada o usuário pode destinar os recursos para outras necessidades essenciais, como alimentação, saúde e educação.