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Sistemas abastecem atualmente prédios públicos, unidades de saúde, escolas, casas de processamento de alimentos e os postos da Funai

A chance de economizar na conta da energia e ainda contribuir para a diminuição do impacto ambiental conquistou definitivamente as tribos indígenas da região amazônica.

Se antes, em praticamente todo território amazônico, tribos e comunidades isoladas eram abastecidas com eletricidade por meio de geradores a diesel ou a gasolina – considerada uma opção barulhenta, cara e que polui consideravelmente o meio ambiente, agora os projetos na região têm sido desenvolvidos com sistemas de geração renovável de energia.

Somente no último ano, foram instalados cerca de 70 sistemas fotovoltaicos em aldeias do território indígena do Xingu, que substituíram definitivamente os geradores movidos a combustíveis fosseis.

A energia solar no Xingu abastece atualmente os prédios públicos, as unidades de saúde, as escolas, as sedes da associação, as casas de processamento de alimentos e os postos da Funai.

O Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema,) apresentou recentemente um estudo socioeconômico sobre o projeto Xingu Solar, do Instituto Socioambiental (ISA), com os resultados sobre os impactos dessa mudança. Os dados revelaram que 53% dos indígenas que receberam a energia solar se sentem mais seguros no atendimento médico de urgência, por exemplo. Além disso, 43% das aldeias com energia solar passaram a oferecer ensino no período noturno, algo que não acontecia antes.

“Uma preocupação foi com a saúde, como manter a refrigeração de vacinas. Mapeamos as aldeias para pensar numa estratégia de transporte de vacinas ao longo do território para que elas pudessem estar sempre geladas”, afirmou Paulo Junqueira, do ISA, em recente entrevista na imprensa.

Ainda na área da saúde, de acordo com Junqueira, a ideia era ter, por exemplo, energia para garantir o funcionamento de aparelhos de inalação, uma vez que insuficiência respiratória aguda já foi a principal causa de morte no Xingu, além de garantir energia para os casos médicos de emergência.

Para o líder indígena Wareaiup Kaiabi, da Associação Terra Indígena do Xingu (Atix), o acesso à energia solar facilitou muito o atendimento às comunidades. “Agora dá para frequentar a escola no período da noite. Pegar vela para estudar era muito ruim. Hoje está mais fácil”, disse. “Outra vantagem é o fim do barulho dos geradores, algo que era muito incomodo para toda a tribo”, acrescentou.

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