Segundo especialista da EnergyTech, avanços tecnológicos, taxas de financiamento e inflação das tarifas de energia reduzem o payback 

Por Ricardo Casarin

O investimento em um sistema residencial de geração solar distribuída oferece uma das melhores taxas de retorno do mundo e se torna cada vez mais acessível para os consumidores brasileiros, aponta a EnergyTech. A empresa destaca que os avanços tecnológicos, taxas de financiamento e inflação das tarifas de energia indicam tendência de continuidade da diminuição do payback de projetos fotovoltaicos no país ao longo dos próximos anos.

“Nos últimos dez anos, os custos de investimento em um sistema de energia solar caíram pelo menos 60%, tornando-os mais viáveis e com um payback mais atrativo. Em cerca de cinco anos, o valor gasto é abatido e o consumidor tem mais 20 anos de economia, fora a valorização do imóvel. Não existe nada no mundo com uma taxa de retorno na mesma velocidade”, disse o diretor da EnergyTech, Lucas Marques, durante transmissão promovida pela empresa.

Ele ressaltou que esse cálculo não leva em conta a alta das tarifas de eletricidade que devem ocorrer ao longo dos anos. “O payback médio atual, de 3,5 a 5 anos, leva em conta os valores das tarifas de hoje, para uma mensuração com dados concretos. Mas a tendência é que o retorno seja ainda mais rápido, em função dos reajustes na conta de luz no mercado regulado.”

O engenheiro da EnergyTech, Rafael Fernandes, explicou na transmissão que os valores de investimento despencaram nos últimos três anos, com o aumento de linhas de financiamento, crescimento da concorrência e avanços na produção em massa da tecnologia. “O payback costumava ser de 10 a 15 anos, mas os sistemas e equipamentos baratearam. A cada ano que passa, o Brasil bate recorde de geração solar. A matriz já está mudando, não é mais um mercado do futuro, é o presente.”

Em um exemplo hipotético feito pela empresa, uma residência de pequeno porte, com consumo médio de 300 quilowatt-hora por mês (kWh/mês), totalizando uma conta média de R$ 225 por mês, o investimento necessário no equipamento, projeto, mão-de-obra e homologação seria em torno de R$ 13,500. “É mais barato do que trocar de carro”, apontou Marques. “É um investimento que representa muito pouco do total de uma construção de uma casa nova, ainda mais considerando os benefícios que ele traz”.

O diretor da EnergyTech ressaltou que é muito difícil instalar um sistema de porte menor que esse e que a precificação varia conforme as especificidades de cada projeto. “Cada instalação é particular e única. Não existe uma tabela de preços que atenda a todos. Existem variáveis a levar em conta, como o perfil de consumo e características da residência.”

Por fim, Marques assinalou que com um sistema residencial de geração solar distribuída, o consumidor tem mais liberdade em relação ao valor das tarifas da concessionária de distribuição. “A pessoa gera energia e deposita na rede, gerando créditos, conforme as regras atuais. O que não é consumido, vai para a rede. No final do mês, só é preciso pagar a diferença ou a taxa mínima de manutenção da distribuidora.”