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Dados foram divulgados durante a abertura da 5ª edição da Intersolar South América, a maior iniciativa da América Latina voltada à área energia solar que reuniu em três dias cerca de 20 mil visitantes, entre feira e congresso

Os investimentos em geração solar fotovoltaica no Brasil já passam de R$ 15 bilhões, considerando projetos de geração centralizada e de geração distribuída. Os dados foram apresentados pelo presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, durante a abertura da 5ª Intersolar South América, a maior iniciativa na América Latina voltada à área energia solar.

O evento, realizado nos dias 27, 28 e 29 de agosto, no Expo Center Norte, recebeu mais de 20 mil pessoas, cerca de 300 expositores e mais de 1.500 congressistas para discutir os principais temas em termos de desenvolvimento do setor.

Nesta edição, destaques como geração centralizada, geração distribuída, financiamento e cadeia produtiva nortearam palestras, workshops e mesas redondas.

A energia solar fotovoltaica deu um grande salto nos últimos três anos. Segundo o presidente da ABSOLAR, no final de 2016, a energia fotovoltaica no Brasil representava entre 80 e 90 gigawatts (GW), cerca de 0,1% da matriz energética nacional. Em 2019, o Brasil já conta com 3 GW em operação de geração solar fotovoltaica. Cerca de 2 GW são da geração centralizada (em sua maior parte contratada por meio de leilões) e outro 1,08 GW em geração distribuída.

Dos mais R$ 15 bilhões investidos no País, principalmente nos últimos dois anos, R$ 10 bilhões foram para geração centralizada. Somente em usinas de grande porte estão em operação 2.103 megawatts (MW). Na geração distribuída, os investimentos passam de R$ 5,6 bilhões, com 101.894 sistemas fotovoltaicos, 128.116 unidades consumidoras e 1.089 MW em operação.

O presidente da ABSOLAR também destacou que, apesar das operações para geração solar distribuída terem começado apenas em 2012, só ganharam força três anos depois, quando houve um aprimoramento das normas vigentes, com a RN 687. O resultado também foi proveniente dos leilões de geração centralizada para a fonte solar realizados pela primeira vez, em 2014, mas os projetos só entraram em operação entre 2016 e 2017, proporcionando nesse período a vinda de grandes fabricantes para o mercado brasileiro.

“Hoje, temos 40 fabricantes não só de módulos, como de inversores, rastreadores solares, estruturas e materiais elétricos. As baterias também já aparecem com maior pujança no mercado internacional”, disse Sauaia.

O setor está ganhando cadência também por parte de estados e municípios que começaram a se posicionar com iniciativas de incentivos ao uso de energia solar e pelos consumidores, que estão mais conscientes e informados do ponto de vista de redução dos seus gastos com a implantação do sistema.

“Nossa expectativa agora é o maior engajamento do legislativo que ainda trabalha de forma muito pulverizada em relação ao setor. Existem muitos projetos de leis com boas intenções e boas ideias, mas com pouco conhecimento técnico e mercadológico do setor. Precisamos buscar apoio para esse trabalho crescer”, observou.

Para Sauaia, a participação da energia solar na matriz elétrica nacional ainda vai aumentar muito por conta da sua competitividade, tanto no preço, quanto nos benefícios estratégicos que traz para matriz, como estar próximos do centro da carga, ter potencial distribuído ao redor das diferentes região do Brasil e sinergia com outros setores econômicos.

“Esse maior crescimento da geração de energia solar, combinado com a perspectiva de expansão do mercado livre de energia, está ajudando a atrair a atenção do setor para o governo. Nesse sentido, a Absolar tem recebido também demanda crescente de ministérios de atividades finalísticas, como Saúde, Educação e Agricultura”, comentou.

De acordo com Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho da Absolar, os consumidores querem liberdade. “Hoje, ele tem liberdade para escolher fornecedores em qualquer tipo de serviço. Ele também quer essa liberdade no segmento de energia e, por enquanto, o único meio para isso é através do setor fotovoltaico. Ele realmente vê a sua escolha quando observa uma queda brusca na conta de luz”, afirmou.

Recentemente, relatório da Bloomberg apontou que, para 2050, a projeção é de que a fonte solar representará 38% da matriz elétrica nacional, superando a hídrica, que será 34%, eólica, 14%, biomassa 8% e outras.

Koloszuk também comemorou uma grande conquista para o setor, em relação à geração centralizada, que foi a inclusão da energia fotovoltaica pela primeira vez no leilão A-6.

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