Eletricidade produzida foi suficiente para suprir 10,1% da carga da região nordestina

 

A região Nordeste registrou um novo recorde de geração solar no dia 19 de fevereiro. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a geração instantânea, no pico, alcançou 1.257 MW às 14h08. No momento do recorde, a energia gerada a partir do Sol foi suficiente para suprir 10,1% da carga da região nordestina. Essa potência corresponde a 92,2% da capacidade total de geração das usinas solares.

O recorde anterior era de 16 de janeiro, quando foram gerados 1.232 MW. O Nordeste passa por um boom de investimentos em novas usinas de geração solar fotovoltaica, após os últimos leilões de energia realizados pelo governo, no qual a maioria dos projetos foi focado na região.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), hoje o Nordeste conta com 54 usinas desse tipo já em operação, com potência somada de 1.513 MW, considerando as registradas como produtores independentes de energia. Ainda segundo o órgão regulador, desse total, dez começaram a gerar energia no ano passado.

A região ainda se prepara para receber mais 23 usinas em construção e 68, que já foram outorgadas, mas ainda não estão com obras iniciadas. Ainda. Elas estão localizadas na Bahia, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.

Assim que estiverem em funcionamento, essas novas usinas de grande porte adicionarão outros 3.448 MW, volume que triplicará a capacidade atual na região, e por consequências, trarão novos recordes de geração de energia solar nos próximos anos.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil possui atualmente 2,2 GW de potência instalada operacional em usinas solares fotovoltaicas de grande porte, o equivalente a 1,3% da matriz elétrica do País. Estas usinas solares fotovoltaicas operam em nove estados brasileiros, nas regiões Nordeste, Sudeste e Norte do País, com destaque para Bahia, Minas Gerais, Ceará, Piauí e São Paulo.

Hoje, o país conta com 73 projetos de geração centralizada solar fotovoltaica em operação, contratados por meio de leilões de energia elétrica do Governo Federal. Mas a fonte solar fotovoltaica tem se tornado cada vez mais competitiva e estratégica ao Brasil. Por isso, deverá assumir maior protagonismo no planejamento da expansão da capacidade de geração da matriz elétrica brasileira, como uma das principais soluções para a redução do preço da energia elétrica e para o crescimento econômico em território nacional. A previsão é que os investimentos privados em grandes usinas solares fotovoltaicas no Brasil ultrapassem R$ 23,2 bilhões.

A região Nordeste, em especial, tem alto índice de irradiação solar e favorece a atratividade para o desenvolvimento de novos projetos solares fotovoltaicos de pequeno, médio e grande portes. As usinas solares fotovoltaicas do Brasil têm se destacado por sua alta produtividade, com fator de capacidade médio 54% maior do que a média mundial, graças à combinação de um excelente recurso solar, do uso de equipamentos e componentes modernos e de alta tecnologia e do empenho do setor na operação das usinas.